Como promover conteúdo em redes sociais?

Anos atrás, acreditava-se que as redes sociais seriam uma espécie de substituta da internet, concentrando em si todos os conteúdos que a humanidade fosse consumir. Algumas empresas embarcaram nessa crença um tanto exagerada e chegaram até a abrir mão de ter seus próprios sites para hospedar todo o seu conteúdo em redes sociais, como o Facebook.

O amadurecimento do content marketing ajudou as empresas a esclarecer o papel a ser desempenhado por redes sociais, que é essencialmente o de distribuição de conteúdo. O princípio é o de que “conteúdo é o fogo e redes sociais são a gasolina”, conforme disse Jeay Baer, fundador da consultoria Convince & Convert e autor de livros best-sellers como Youtility e Hug Your Haters.

Essa distribuição pode ser feita essencialmente de duas maneiras: orgânica (gratuita) e paga, como veremos a seguir.

1. Distribuição orgânica

A disputa por visibilidade entre as marcas é cada vez maior. Todas publicam conteúdo em redes sociais. Resultado: o alcance orgânico no Facebook, por exemplo, despencou de 16% em 2012 para menos de 1% em 2016. Isso significa que, de cada 100 pessoas que podem ser alcançadas pelo conteúdo de uma fan page, apenas uma (se tanto) verá aquele conteúdo — caso ele não tenha sido impulsionado com recursos pagos.

conteúdo em redes sociais

Em razão dessa disputa por visibilidade, convém conhecer as recomendações para conteúdo em redes sociais diferentes:

No Facebook:

  • Coloque a essência da mensagem nos primeiros 480 caracteres do texto.
  • Prefira posts que tenham imagens. Isso vale para posts do seu blog que você compartilha nas redes sociais. O Facebook puxa as imagens automaticamente do site.
  • Os melhores horários para publicar são de 13h a 16h e de 18h a 22h, mas lembre-se: esta é uma média global. Observe o comportamento específico do seu público.
  • Use Facebook Live (transmissão de vídeos ao vivo). A audiência para esse tipo de recurso quadruplicou desde o lançamento, em 2016. E funciona bem no orgânico.
  • Crie vídeos para o Facebook, e não apenas conteúdo em redes sociais escrito.

No Twitter:

  • Embora o Twitter tenha ampliado para 280 o limite de caracteres de um tuíte, ainda convém trabalhar com menos de 140 porque dá mais resultado.
  • Utilize até quatro hashtags para tornar seu tuíte mais fácil de ser encontrado.
  • A vida útil de um tuíte é de apenas 18 minutos. Por isso, publique mais de uma vez o mesmo conteúdo, modificando o texto, mas mantendo a mensagem.
  • Na média global, os horários mais movimentados são de 8h a 10h, de 11h a 13h e de 16h a 19h, mas varia de público para público.

No LinkedIn:

  • Um post de uma company page deve conter cerca de 600 caracteres, sendo que as primeiras 150 ficam visíveis sem que o usuário precise clicar para ler mais.
  • Convém usar uma imagem e links nos posts.
  • Os melhores horários, em geral, são 8h a 10h e 16h a 18h.

No Instagram:

  • As imagens precisam ter 1.080 x 1.080 pixels e as legendas, até 2.200 caracteres.
  • O ideal, no entanto, é conseguir transmitir a essência da mensagem nos primeiros 155 caracteres.
  • Hashtags contam muito no Instagram. Tanto que alguns posts são feitos essencialmente de hashtags. Procure usar nelas as mesmas palavras-chave que você definiu em seu blog post.
  • Um recurso eficiente do Instagram é o de histórias.
  • O único contratempo do Instagram é que a plataforma não prioriza o uso de links, o que significa que a geração de tráfego para o site é praticamente nula.

2. Distribuição paga

A disputa por visibilidade entre anunciantes é proporcionalmente menor do que entre empresas que publicam seus conteúdos sem pagar para promovê-los. Basta observar os dados do Facebook, que hoje conta com 4 milhões de empresas anunciantes. Num primeiro momento, o número soa como elevado, mas esse montante equivale a apenas 6% do total de fan pages nessa rede social.

Todas as técnicas mencionadas no tópico anterior, de distribuição gratuita, continuam valendo quando se paga para impulsionar uma publicação. A diferença é que, nos recursos pagos, a escolha do público-alvo é feita pelo administrador da conta.

Os cinco objetivos mais comuns das empresas quando optam por pagar para as redes sociais são:

  1. Aumentar o tráfego gerado para site, blog post, landing page etc.
  2. Aumentar a visibilidade de um post ou mesmo de um produto.
  3. Aumentar o engajamento, como curtidas, comentários, compartilhamentos, retuítes etc.
  4. Aumentar a geração de leads, seja enviando o público para uma landing page, seja usando os recursos de cadastramento do próprio site.
  5. Aumentar as vendas online.

As redes sociais também funcionam para finalidades específicas:

  • Facebook: incialmente, era uma plataforma boa para empresas B2C que quisessem gerar brand awareness. No entanto, seus mecanismos pagos evoluíram, tornando-se interessantes também para B2B.
  • Instagram: pelo caráter extremamente visual, é a plataforma ideal para gerar visibilidade e brand awareness. Por isso, é mais usada por empresas B2C.
  • Twitter: funciona bem para conquistar novos seguidores bem segmentados, gerando awareness e cliques para o site.
  • LinkedIn: é a plataforma que melhor funciona para B2B, uma vez que permite uma boa geração de leads.
  • Snapchat: é voltada para B2C e, mais especificamente, para públicos jovens. Seus filtros pagos foram criados para gerar o engajamento de usuários.

Em todos os casos, quando se vai criar uma campanha, é importante ter em mente o que exatamente esperar de cada ação. Pode ser visualizações, cliques, leads, conversões etc. Tendo isso em mente, é possível aferir o resultado e até comparar os resultados entre plataformas.

Por exemplo, suponha que sua empresa queira gerar leads. Se investir R$ 100,00 e uma plataforma e obtiver 20 leads, o custo terá sido de R$ 20,00 por lead. Esse é um tipo de CPA (custo por aquisição).

Fontes consultadas