Órgãos públicos devem preparar seus dados para que fiquem abertos

Redes sociais se modificam, saem do ar, são substituídas por outras. Um exemplo de documento relativamente “antigo” é o Manual de Dados Abertos para Governos, disponibilizado pelo W3C em 2011, a partir de um texto produzido em 2010. Diz respeito a uma prática ainda pouco explorada, mas que ganhou força a partir da Lei de Acesso à Informação Pública. Tal prática precisa ser estimulada por todos os órgãos públicos que prezam pelo serviço prestado e por sua relação com a sociedade.

Pessoas com algum conhecimento técnico podem construir softwares capazes de integrar informações disponibilizadas por fontes oficiais, entre outros dados estruturados para responder a potenciais questões como “quanto foi gasto por determinado setor” ou mesmo “qual o caminho mais rápido para determinado objetivo”. Este é o objetivo dos dados abertos: informações capazes de ser interpretadas tanto por pessoas quanto por sistemas.

Reduzir as barreiras técnicas para visualização e reaproveitamento de dados de interesse público representam vantagens como:

  • Aumento de transparência pública;
  • Aumento da participação popular;
  • Novos ou melhores produtos e serviços;
  • Potencial para inovação;
  • Aumento da eficiência de serviços governamentais.

Sistemas inteligentes baseados em dados abertos poderiam, em hipótese, alimentar redes sociais com informação relevante e de interesse público. Reconhece-se, no entanto, que as atribuições diárias dos profissionais de comunicação estejam concentradas no hoje — entre elas algo como “preciso de respostas ágeis para responder aos pedidos baseados na LAI”.

Não custa nada, mesmo em um momento de leitura e reflexão (como neste instante), rabiscar algum plano possível para “amanhã”, mesmo que pareça distante.

Mais sobre o tema
Este artigo foi extraído do e-book "Redes Sociais em Órgãos Públicos", produzido pelos mesmos autores deste texto. O e-book está disponível para download gratuito.

Para produzir este livro digital, André Rosa e Cassio Politi estudaram 44 manuais e documentos relacionados a comunicação em órgãos públicos de oito países (Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, País Basco, Austrália, Nova Zelândia e Nigéria).

O e-book foi lançado oficialmente no dia 27 de março de 2015. As principais anotações foram compiladas nele, composto de 13 capítulos, que deram origem a esta série de artigos publicados semanalmente aqui, no site da Tracto.

Leia mais
Veja todos os artigos publicados na Tracto relacionados ao e-book.∞


André Rosa e Cassio Politi são constituem a espinha dorsal do conteúdo da Tracto. Trabalham juntos desde 2003. Desde então, estiveram juntos em atividades de treinamento e consultoria em Revista Imprensa, Comunique-se e, desde 2011, Tracto. André é professor universitário e doutorando em Comunicação pela Metodista. Cassio é autor do livro Content Marketing - O Conteúdo que Gera Resultados e é o único jurado brasileiro do Content Marketing Awards, principal prêmio do mundo relacionado a essa atividade.

André Rosa
Twitter: @andremarmota.
Veja seus artigos na Tracto.
Cassio Politi
Twitter: @tractoBR.
Veja seus artigos na Tracto.

Crédito da imagem associada a esta matéria: Design vector designed by Freepik