Linha do tempo: como os algoritmos do Google afetam seu site

As mudanças nos algoritmos do Google afetam diretamente a forma como sites e posts são ranqueados. Elas têm importância em content marketing porque as empresas se esforçam para ter bom desempenho em SEO. Com base em um infográfico da GEC Designs, dos Estados Unidos, criamos a linha do tempo abaixo, que mostra as principais atualizações do Google de 2011 até hoje.

Fevereiro de 2011: o Google lança o algoritmo Panda, cuja função é identificar e rebaixar o ranqueamento de sites com baixa qualidade de conteúdo, ao mesmo tempo em que privilegia os sites com bom conteúdo. Curiosamente, a origem do nome não tem a ver com a espécie de urso, mas com o engenheiro Navneet Panda, que desenvolveu o algoritmo.

Abril de 2012: o Google lança um outro algoritmo important, o Penguin, desta vez voltado para penalizar os sites que tentam violar as diretrizes de bom uso do Google por meio de técnicas “black hat” — aquelas que tentam melhorar artificialmente o ranqueamento de um site. Entenda por penalizar o ato de fazer um site ficar mal ranqueado (ou mesmo desaparecer) dos resultados de buscas orgânicas.

Agosto de 2012: o Google cria um pequeno algoritmo chamado Pirate, que penaliza sites com muitos casos de reclamação por infração de direitos autorais. É um mecanismo focado em combater a duplicação de conteúdo sem autorização do autor.

Setembro de 2012: o Google lança outro pequeno algoritmo, o EMD (Exact Match Domain), que visa a penalizar sites que são lançados com um domínio ótimo, mas conteúdo de baixa qualidade. Isso significa que não adianta ter um bom domínio, mas manter nele um site com conteúdo ruim. Nesses casos, em vez de contribuir para SEO, o domínio atrapalha.

Agosto de 2013: o Hummingbird, uma atualização nos algoritmos Panda e Penguin, é anunciado tendo a compreensão da semântica como uma grande novidade. Ele permite que o Google entenda que duas palavras distintas podem ter o mesmo significado e se referirem à mesma coisa. Por exemplo, carro e automóvel significam a mesma coisa dentro de um texto — e o Google passa a detectar isso. A título de curiosidade, “hummingbird” significa beija-flor em português. O nome foi escolhido para remeter à rapidez e precisão dessa espécie de pássaro.

Julho de 2014: o algoritmo Pigeon é lançado para que o Google seja capaz de usar como parâmetro a localização tanto de quem faz a busca quanto de quem aparece nos resultados dela. Isso significa, por exemplo, que um usuário que busca por “pizzaria” em Porto Alegre verá resultados diferentes de quem faz a mesma busca em Salvador.

Abril de 2015: a chegada do algoritmo Mobile Friendly — batizado de Mobilegeddon por profissionais do mercado — faz crescer significativamente a importância dos resultados de buscas em dispositivos móveis (smartphones e tablets). A partir dessa mudança, o conceito de “mobile first” passa a vigorar para valer, uma vez que sites que não forem responsivos podem perder ranqueamento nas buscas feitas por esses aparelhos.

Outubro de 2015: toda a lógica do Google passa a ser regida por machine learning — uma das aplicações de inteligência artificial — a partir do lançamento do sistema batizado de RankBrain. Isso significa que os resultados de buscas orgânicas passam a imitar a lógica humana, e não apenas a de fórmulas matemáticas complexas, como algoritmos.

Março de 2017: em mais uma investida contra táticas “black-hat”, é lançado o Google Fred. Seu propósito é, por exemplo, penalizar sites que usam títulos chamativos e sensacionalistas como forma de atrair usuários para páginas sobrecarregadas de anúncios.∞