Você não precisa ser expert em SEO para seu conteúdo ter relevância no Google

Você provavelmente não domina SEO. Afinal, não se espera que as pessoas saibam o que é SEO. A sigla que vem do inglês e significa otimização de motores de busca. Trata-se daquelas técnicas que ajudam um site a ganhar destaque nas buscas orgânicas (gratuitas) do Google.

Justamente por não ser especialista em SEO, você tende a pensar que seu conteúdo vá aparecer só lá pela página 40 das buscas do Google. Aqui vai, então, uma boa notícia: com algumas boas práticas simples, você garante que seu conteúdo tenha o merecido destaque nos motores de busca.

Embora não tenham a pretensão de substituir os conceitos técnicos de SEO, as nove boas práticas a seguir certamente ajudam produtores de conteúdo a dar mais visibilidade a seus textos.

1. Antes de redigir o título, teste-o no Google. Quando você começa a digitar uma frase no campo de busca, o próprio Google sugere o complemento. Isso se baseia em buscas anteriores e indica quais termos as pessoas mais procuram. Então, construa sua frase da maneira mais parecida com aquela que as pessoas procuram. A chance de seu conteúdo ser encontrado é muito maior quando houver coincidência exata da frase buscada com o título do seu texto.

2. Não omita frases ou palavras-chave nos dois primeiros parágrafos. Você não precisa revirar o dicionário em busca de todos os sinônimos possíveis para cada termo digitado. Você precisa apenas garantir que as palavras principais não tenham sido omitidas. Se seu texto, por exemplo, abordar a crise que acometeu a OGX de Eike Batista, apenas verifique se “OGX”, “Eike Batista” e “crise” aparecem de preferência no título e nos dois primeiros parágrafos. Afinal, o Google faz a leitura de uma página de cima para baixo e da esquerda para a direita.

3. Nunca replique texto de outros sites, mesmo que tenha autorização. É simples assim: copiou, perde relevância. Declaradamente, o Google não tolera duplicidade de conteúdo. E não importa se o autor lhe deu permissão ou não para copiar. Duplicou, perde relevância.

4. Renomeie as imagens, garantindo que as palavras-chave apareçam no nome do arquivo. O Google não rastreia os elementos gráficos das imagens. Ele rastreia texto. No caso de imagens, rastreia o nome do arquivo ― aquele que termina com “.jpg”, “.png” ou “.gif”. Uma dica é renomear o arquivo com o título de sua matéria.

5. Preencha campos de texto das fotos. Usando a mesma lógica do tópico anterior, o Google busca os elementos que aparecem dentro do código HTML da imagem. Em plataformas prontas, esses elementos normalmente vêm nos campos descrição, texto alternativo ou legenda da imagem.

6. Use tags e categorias. Essas são funcionalidades de plataformas de blogs, como WordPress e Blogspot. O Google adora tags e categorias. Afinal, esses elementos ajudam a agrupar os textos de forma organizada. Normalmente as tags já funcionam como palavras-chave.

7. Verifique se seu site usa URL amigável. URL é o endereço da página. Perceba que em alguns sites o endereço de uma matéria é algo assim: “http://www.seusite.com.br/show.asp?id=1480”. Lendo atentamente a URL, você conseguiu entender o significado só até o sinal de “/”. Dali para a frente, vem uma sequência de inforamções técnicas (“show.asp?id=1480”). Uma URL amigável faz diferente: embute o título de sua matéria na URL. Algo assim: “http://www.seusite.com.br/crise-acomete-ogx-de-eike-batista/”. Por que isso é importante? Porque os mecanismos de busca rastreiam URLs. Se seu título aparecer ali, terá maior chance de ser indexado. Esta é, inclusive, uma recomendação do próprio Google.

8. Coloque sua empresa no Google+. O Google responde pela quase totalidade das buscas. É esperado que privilegie sua própria rede social, o Google+. E cuidado: páginas do Facebook contribuem muito pouco ― ou nada ― para ranqueamento no Google por ser um site de conteúdo quase todo fechado para usuários cadastrados.

9. Se você produzir vídeo, use o YouTube. Já percebeu que em muitas de suas buscas um vídeo vem nos primeiros resultados? Por isso, vale a pena. A lógica é a mesma do tópico anterior, pois o YouTube pertence ao Google.

Cassio Politi é fundador da Tracto e do All Metrics. Foi em 2016 palestrante do Content Marketing World, o principal evento do tema no mundo, em Cleveland, nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, foi apontado pela Traackr como o 9º mais influente profissional de marketing de conteúdo da América Latina. E aparece na lista dos 50 mais influentes do mundo publicada pelo Top Blogger.

Foi eleito o profissional de content marketing do ano pela Digitalks em 2015. É desde 2014 o único sul-americano a compor o seleto júri do Content Marketing Awards. É autor do livro Content Marketing - O Conteúdo que Gera Resultados, publicado em 2013. Presta consultoria para grandes empresas brasileiras e multinacionais. Já conduziu palestras, treinamentos in company e cursos abertos em 25 estados.

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