Faz sentido ter uma “estratégia” para dispositivos móveis?

Muito se fala da importância de estar preparado para a internet móvel, em pleno crescimento. O artigo traduzido abaixo faz um contraponto para a ideia de que empresas devam se preparar para mobile. É de autoria do Jon Steinberg e foi publicado no respeitado Ad Age.∞


Ter uma estratégia para dispositivos móveis é como ter tido uma ‘estratégia’ para laptops 20 anos atrás

Ter uma estratégia para dispotiviso móveis subestima a importância do mobile. É como ter um bife de acompanhamento. Sugere que mobile seja um entre vários canais de distribuição online, opondo-se à realidade ― ele é o mais importante canal e, de fato, fazer distinção entre desktop e mobile é um erro.

Pode-se imaginar um debate similar quando laptops surgiram em grandes quantidades nos anos 90. Executivos dessa indústria provavelmente diziam coisas do tipo: “Eles têm telas menores. Softwares precisam ser desenhados diferentemente? Devemos ter uma estratégia de pacotes de softwares para laptops?”. Lembro-me de ter carregado para todo lugar meu Toshiba de tela de gás de plasma laranja.

Contudo, de acordo com a Pew [instituto de pesquisa], entre 2006 e 2011, o uso de laptops passou de 30% para 52% dos usuários enquanto os desktops caíram de 70% para 59%. Entre as pessoas de 18 a 34 anos de idade, 70% têm um laptop, contra apenas 57% que têm um desktop. (Acredito que o estudo tenha permitido responder sim para vários dispositivos).

Além disso, as pessoas usam esses dispositivos indistintamente e experam que seus arquivos sejam usados tanto em um quanto em outro. Laptome se tornou o padrão ou, pelo menos, deixou de ser o acompanhamento.

Faz sentido ter uma estratégia para dispositivos móveis

Facebook x Google

Facebook versus Google
Para mobile, isso será ainda mais marcante. Já vimos nos estudos de tráfego de mobile do BuzzFeed que o percentual de visitantes únicos variaram entre 20% e 40% nos últimos 12 meses. Não vejo motivo que impeça de, no de longo prazo, esse número saltar para 70% ou 80% em alguns anos. Essa é uma realidade especialmente para sites de mídia ― afinal, as pessoas consomem conteúdo quando têm tempo disponível.

Além disso, uma vez que o percentual de tráfego vindo das redes sociais cresce para a maioria dos sites ― Facebook junto com Google geram tráfego de referência para muitos publicadores ―, mobile é ainda mais essencial. Social significa dispositivos móveis. O conteúdo precisa escoar, sem distinção de formato, do desktop para o celular, do celular para o tablet, do celular para o celular etc. Agora, conteúdo não pode ser difundido sem mobile.

Definitivamente, não quero fazer download de sua app. Apenas quero ler o conteúdo na web móvel e talvez compartilhá-lo se eu estiver engajado. As constantes interrupções de mensagens sugerindo download da app toda vez que carrego sites são para lá de frustrantes. Muitos administradores de sites parecem convencidos de que essa frustração, que sem dúvida amortece a velocidade e o volume de compartilhamento de conteúdo, se traduzirá na fidelidade dos usuários de apps baixadas. Fico pensando: “boa sorte a eles”.

A única saída é uma estratégia abrangente que reconheça que mobile, com sua tela menor, será o formato dominante em que pessoas acessarão e compartilharão conteúdo.

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