Assessor de Imprensa e Marketing de Conteúdo? [parte 3]

Na terceira e última parte desta série de pensamentos sobre as semelhanças entre o profissional de marketing de conteúdo e o assessor de imprensa, me dedico a discutir o outro lado da moeda. Sou RP de uma empresa ou de uma agência, posso começar amanhã a fazer content marketing? Minha resposta convicta é que não. Veja, em parte, porquê:

O que é Content Marketing?
Content marketing não é assessoria de imprensa, embora assemelhe-se. É também movido pelo conteúdo relevante, mas traveste este conteúdo de muitas outras formas, que diferem-se, e muito, da nota oficial, do release, do aviso de pauta, da entrevista coletiva. Você domina hoje técnicas como webséries, podcasts, tweets, posts, webinars, newsletters? Mudar de área requer disposição para aprender muita coisa outra vez.

Entender de Marketing Digital
Já ouvi muito falar de release 3.0, de curso de RP digital, de sala de imprensa mais moderna. Mas a verdade é que as práticas de assessoria de imprensa ainda não estão completamente adaptadas ao mundo digital. Já disse aqui que o assessor de imprensa de hoje é o mesmo de há uma década. E 10 anos para a comunicação, como vocês presenciaram, são uma eternidade. O próprio jornalismo ainda está tentando compreender este novo mercado. Para praticar o content marketing, para se aventurar neste novo mundo, no entanto, há um vocabulário e novas tecnologias para serem dominados. De um lado está a empresa e o seu conteúdo, do outro, o consumidor. Como chegar até ele? Conhecendo profundamente o meio, e o meio é, e será sempre mais, tecnológico.

Retorno de investimento
Diferentemente do objetivo do texto de um assessor de imprensa, que geralmente é o reforço da imagem corporativa, o content marketing visa, ao fim e ao cabo, a venda. Ou não seria uma disciplina do marketing. E há um limite bastante estreito entre a obrigatória relevância à qual me referi no outro texto e o conteúdo que gera venda. Ainda assim, o assessor de imprensa é o mais preparado a resistir à tentação de não deslizar para o caminho supostamente mais fácil, do auto-elogio das marcas. Então, como o assessor de imprensa deve aprender a dar retorno do investimento feito em content marketing? Substituindo o auto-elogio pelo conteúdo relevante, sem deixar de aplicar as técnicas que consagraram a administração e o marketing até hoje. Quem é o público-alvo? Por que meios ele se informa? Como o concorrente compete na conquista deste público? Qual o tamanho do mercado? Como medir resultados?

Contribuições? Comentários? Pelo e-mail jfrigatti@gmail.com ou pelo Twitter @uzina.∞


Leia também:
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 1]
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 2]
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 3]


Juliano Rigatti, jornalista de Porto Alegre, é gerente de comunicação no Walmart Brasil para a região Sul. Twitter: @uzina.

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