Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 2]

Depois da primeira parte desta reflexão, sigo elencando razões pelas quais eu acredito que as atuais habilidades dos assessores de imprensa podem se tornar, num futuro próximo, as capacidades dos profissionais de marketing de conteúdo:

Conhecimento empresarial
Mesmo que atue em uma agência, fora da empresa, do cliente, o assessor de imprensa é o profissional de comunicação mais familiarizado com o ambiente empresarial. Porque precisou discutir e aprovar uma nota com o departamento Jurídico; porque precisou compreender o trabalho do Comercial para fechar um release; porque passou a conhecer o dia-a-dia da Logística antes de finalizar aquele material sobre o sistema de entrega inovador que seria lançado. Mas jornalistas setoristas também conhecem as empresas por dentro, diriam alguns. Respondo: se é que eles ainda existem, nunca conhecerão a empresa como ela realmente é. Porque ela esconde algo? Não. Porque a narrativa interna nunca é a narrativa pública. Por razões óbvias e estratégicas. Mas o assessor de imprensa conhece ambas e isso o capacita a gerar conteúdo sobre a empresa, que faça bem à ela e ao seu público.

Via de mão dupla
Defendo que o trabalho do assessor de imprensa não flui apenas de dentro para fora da companhia, na forma de divulgações, acompanhamentos de entrevistas ou eventos. Justamente pelo privilégio de conhecer o modus operandi do jornalismo — e da empresa —, este profissional reúne condições de fazer o caminho inverso, inclusive: com base em seu conhecimento de como pensa o jornalista, ele pode (e deve) contribuir com os processos e com os negócios da empresa. Exemplifico. Sabedor de que a empresa planeja o lançamento de um novo produto, ele é capaz de sugerir o momento e o posicionamento que mais contribuirá com o sucesso da novidade entre os clientes e formadores de opinião. E por que isso é importante ao Marketing de Conteúdo? Porque penso que esta nova disciplina pressupõe muita disposição e, muitas vezes, mudanças, no ambiente e nos afazeres da companhia. Porque este novo marketing requer marcas com propósito, marcas íntegras. Não esqueça que vivemos a era da transparência. O conteúdo que for gerado e distribuído precisa estar pronto para resistir à pressão e à desconfiança do novo consumidor. Do contrário, a empresa que volte a fazer publicidade.

Continuo no próximo e último post.∞


Leia também:
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 1]
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 2]
:: Assessor de imprensa e marketing de conteúdo? [Parte 3]


Juliano Rigatti, jornalista de Porto Alegre, é gerente de comunicação no Walmart Brasil para a região Sul. Twitter: @uzina.

→ Veja todos os artigos de Juliano Rigatti na Tracto.
 

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